terça-feira, agosto 22, 2006

Suicídio emocional

Mais uma vez as nossas conversas dão origem a um novo post!

O conceito de "suicídio" é para mim dificil de discutir ou escrever seja de que maneira for.... no entanto, acho que o conceito de "suicídio emocional" que surgiu da nossa última conversa é precisamente a resposta conceptual que eu andava à procura para aquilo que acontece a tantas pessoas no período de 20 anos entre os 30 e os 50 em que passam de "jovens adultos" promissores e no auge da sua pujança energética para adultos cheios de responsabilidades, fardos para carregar e problemas para resolver.

É precisamente isso.... um suicídio emocional... Consciente ou inconscientemente as pessoas vão-se deixando apagar, vão estagnando.... vão deixando de fazer isto e aquilo, vão alterando de tal modo as prioridades que realmente depois, quando os sweet sixty batem à porta só podia ser altura de dar entrada na ala de geriatria com todas as doenças típicas da cultura ocidental.

A minha questão é: Como é que se resiste a este suicídio emocional? Como é que se escapa ao carimbo do fatalismo tipicamente português de explicar tudo com "é a vida! isto não é fácil"?!?!?

Há excepções, por isso de certeza que há como não fazer parte da regra.... mas como???? Como é que se lida com as suas escolhas sem se deixar esfumar num nevoeiro amorfo de só mais um dia....

imagem: Escher, www.mcescher.com

2 comentários:

nicinha disse...

Olá! Suponho que suicídio emocional seja o que se está a passar contigo, de modo mais ou menos grave, pois tiveste um bom emprego mas cheio de responsabilidades mt nova, e se assim for deixa-me dar-te um conselho: sempre que saíres do gabinete faz de conta que não acabaste de sair de lá, e só voltes a pensar em trabalho 10 minutos antes de lá entrar, ok?

E como hj é pague um leve dois, cá vai mais outro: «work hard, play hard».

É claro que a minha expeiência de vida não se aplica a ti pk temos percursos muito diferentes, mas as obrigações absorvem-nos sempre e é assim que lido com elas (embora nem sempre eu trabalhe arduamente..kakaka!)

Tem uma boa semana, beijinhos

antónio disse...

Só lhe posso dizer que tenho mais de 50 anos e nunca a vida me pareceu tão divertida - não faço exames, não aturo pais, faço o que quero e o que gosto, aceito as minhas limitações e as dos outros e não acredito em nenhuma moral ou religião para além dos meus valores e da minha compreensão. E sei que a sorte e o acaso têm mais culpa do que eu no que me acontece e não acontece. Conselho? Quando a corrente for mais forte que você, flutue, amigo, flutue.