sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Para ter PraZeR!!!

Mandaram-me o poema abaixo para o email.... Tenho que confessar que esta situação imediatamente me trouxe à memória um jantar de aniversário no restaurante Chinês "à saída da ponte", em que um elemento do sexo feminino durante uma acesa discussão com um elemento do sexo masculino.... bateu com o punho na mesa, pôs-se de pé e já quase com fumo a sair pelo nariz disse para toda a mesa (com umas 25 pessoas) ouvir:

Passo a recordar....:)

"- AS PESSOAS NÃO TÊM RELAçÕES SEXUAIS PARA TER FILHOS! TÊM RELAçÕES SEXUAIS PARA TER PRAZER!!!!!"

Orá lá está.... Não foi em poema, mas foi sem dúvida memorável :o)


Poema de Natália Correia
a João Morgado (CDS)

"O acto sexual é para ter filhos" - disse, com toda a boçalidade, o deputado do CDS, no debate de 1982, sobre a legalização do aborto. A resposta, em poema, fez rir todas as bancadas parlamentares. Veio da deputada Natália Correia:

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

NATÁLIA CORREIA
Diário de Lisboa, 5 de Abril de 1982.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Proverbio africano

"Quem quer percorrer um caminho rapido, viaja sozinho.
Quem quer percorrer um longo caminho, viaja acompanhado."

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Deja-vu... 3 anos depois

O fascínio... por ver os "todos poderosos" à volta da mesa a discutir estratégias, resoluções, preciosismos de linguagem, vírgulas, acções e intenções de melhorar a saúde pública mundial...

O deslumbre... por poder assistir na primeira pessoa ao circo político que se monta nestas alturas....

A sensação de fazer parte de algo maior... que realmente chega a alguns níveis abaixo na cadeia de decisão que se percorre para se chegar ao indivíduo...

O prazer... só por estar sentada no fundo da sala e ter a ilusão de que se esgrima algum instrumento capaz de condicionar mudanças... Por muito pequenas que sejam...

O tão esperado nevão lá fora... que coincide com o regresso ao fundo da sala... A dar oportunidade à invasão pela sensação de deja-vu....

E acima de tudo... o forte reacender de uma paixão que eu achava já moribunda, resultado de quase 2 anos de burocracia!

Redescobrir uma paixão é, no mínimo, delicioso... sentir a descarga de adrenalina, o neurónio a fervilhar e sinapses em perfeita avalanche... Hum... todos estes sintomas empurram-me de volta aos carris com vontade de continuar a acreditar :o)

Respostas...

Às vezes as respostas às perguntas que fazemos surgem da forma mais ortodoxa possível... Outras não!

Temos perguntas, incertezas, dúvidas... Vamos aos livros à procura de alguma luz da forma mais missionária possível e encontramos exactamente a resposta para o ponto de interrogação que nos andava a martelar.

Ora um grande bem haja para o autor do último livro que li, que de uma maneira tão simples me ajudou a reconstruir uma matriz que andava com mais buracos do que uma rede de pesca!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Joaninha voa, voa!

Qual é o resultado de eu querer ser fisicamente activa e praticar exercício físico durante a hora do almoço, no local de trabalho??

O resultado é tão simplesmente o seguinte: fazer figura de parva em frente ao antigo chefe!!!!

Então cá vai...

O meu antigo chefe, está em trabalho cá na casa, como aliás é habitual nesta altura do ano. Encontrei-o de manhã na cafetaria, enquanto me abastecia com a minha dose de cafeína matinal e correu tudo bem... nada a declarar em relação a isso.

À hora do almoço, resolvo - como em tantos outros dias - ir fazer uma aula de aerobica. Assim, vou até à segunda sub-cave, visto a roupa própria para fazer a aula e aí vou eu.... cheia de energia, a preparar-me para cumprir com as nossas próprias recomendações quanto à prática de actividade física.

Subo à subcave 1, a andar cheia de gás porque já estou mesmo em cima da hora, quando uma questão me assombra.... "E se ele me visse nestes trajes??"
Então para evitar encontros, apresso o passo e no momento em que apresso o passo.... PRONTO!!!!! Ele aparece a caminhar precisamente na minha direcção!!!!

(pensamento) - PORRA!!!! PORRA!!!! PORRA!!!!
Não tenho por onde fugir! Já o vejo a rir-se (de mim e não para mim claro!)... Pronto... tenho que parar e dar duas de conversa:
"Sim, sim claro, temos que pensar em como melhor traduzir para português o conceito de bla-bla-bla bla-bla-bla"
(oh meus amigos.... eu neste momento nem consigo pensar em nada!!!!!)

Aliás... a única coisa em que eu conseguia pensar era:

"Estou de corsários, sapatilhas, t-shirt com 2 joaninhas e FITA NA CABEçA em frente ao antigo/(futuro de reserva) chefe!!!!!!!!!!!!!!!! Again.... PORRA!!!! PORRA!!!! PORRA!!!!"

Mas porque raio tinha ele que me ver nesta figura!!!! Repito.... fitinha na cabeça e t-shirt às joaninhas!!!! Já estou mesmo a ver que na próxima vez que ele me encontrar e estiver de bom humor, em vez da "Maria Albertina...." ainda me fala na "Joaninha voa, voa..."!

Slogan de Mourinho na pub de um Jogo....

A questão que verdadeiramente se impõe é: "Are you the special one?"


Photo by: cdgabinete, December 2006

terça-feira, janeiro 09, 2007

Bias Is Found in Food Studies With Financing From Industry

New York Times
January 9, 2007


"Bias Is Found in Food Studies With Financing From Industry"

By MARIAN BURROS

Research studies financed by the food industry are much more likely to produce favorable results than independently financed research, a report to be published today said.

The report, in the peer-reviewed journal PLoS Medicine, is the first systematic study of bias in nutrition research.

Of 24 studies of soft drinks, milk and juices financed by the industry, 21 had results favorable or neutral to the industry, and 3 were unfavorable, according to the research led by Dr. David S. Ludwig, director of the Optimal Weight for Life Program at Children’s Hospital Boston and an associate professor at the Harvard Medical School.

Of 52 studies with no industry financing, 32 were favorable or neutral to the industry and 20 were unfavorable. The biases are similar to findings for pharmaceuticals.

Bias in nutrition studies, Dr. Ludwig said, may be more damaging than bias in drug studies because food affects everyone.

“These conflicts could produce a very large bias in the scientific literature, influence the government’s dietary guidelines which are science based,” he said in an interview. “They also influence the advice health care providers give their patients and F.D.A. regulations of food claims. That’s a top-order threat to public health.”

The American Beverage Association, which sponsored at least one study in the article, said the authors had their own biases.

“This is yet another attack on the industry by activists who demonstrate their own biases in their review by looking only at the funding sources and not judging the research on its merits,” the president of the trade group, Susan K. Neely, said in a statement.

The new study looked at research published in scientific journals from 1999 to 2003. Studies of milk, juice and soft drinks were chosen, Dr. Ludwig said, because they deal with a controversial area that involves children and highly profitable products.

Of 206 articles, 111 reported their sponsors. Two investigators with no knowledge of the sponsors, who wrote or published the articles or even the articles’ titles classified their conclusions as favorable, neutral or unfavorable to the industry.

Another investigator, with no knowledge of the articles’ conclusions, determined the financing sources and whether or not the sponsors stood to gain or lose from favorable conclusions.

A study of carbonated beverages in 2003 published in The International Journal of Food Sciences and Nutrition and financed by the American Beverage Association when it was known as the National Soft Drink Association found that boys with high weights did not consume more regular soft drinks than boys who were not overweight but did consume more diet soft drinks.

The soft drink industry has cited the study to bolster its position that soft drinks are not related to obesity.

“My co-authors and I rely heavily on scientific method in order to make sure we do not have bias in our studies,” said Richard A. Forshee, the lead author of that study and deputy director at the Center for Food, Nutrition and Agriculture Policy at the University of Maryland.

Also in 2003, a study of soft drinks in The Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine found a direct relationship between the number of soft drinks consumed and obesity. Foundations sponsored that study.

“For people who think science is completely objective, these results might come as a big shock,” said Prof. Marion Nestle of the Nutrition, Food Studies and Public Health Department at New York University.

photo by: cdgabinete, Ferney Voltaire, August 2005

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Atitude... Pró-Paris :o)

photo by: cdgabinete, Paris, Agosto 2006

quinta-feira, janeiro 04, 2007

O filho do taxista

Tenho que admitir, são mais do que muitas as histórias que eu ouvi de taxistas lisboetas, mas a minha última viagem realmente estabeleceu um standard para todas as corridas passadas… e futuras!

Long story short, a conversa foi mais ou menos assim:

Taxista (T) – Tem que se voltar ao trabalho não é?
Eu – É verdade, tem que ser…
T – Então, mas a menina é cá de Lisboa?
Eu – Não, não! Sou do Porto!
T – Ah… mas trabalha cá é?
Eu – Também não… trabalho fora.
T – Ah… trabalha fora… Pois é… o meu filho também está fora… Foi para Inglaterra há 7 anos por causa de uma inglesa e ficou por lá!
Eu – Hum…
T – É verdade! Estávamos todos a passar férias no Algarve quando eles se conheceram e no final das férias meteu-se no carro dele e foi embora com ela! Veja lá… eu digo-lhe… aquele rapaz sempre foi um mulherengo!
Eu – Isso é que é pior… (não havia nada que eu pudesse dizer que não virasse a conversa no sentido que o homem a queria virar)
T – É pior?! Ah pois é! Porque aquele rapaz não pode ver um rabo de saia! Sempre nos deu problemas por causa das mulheres. Acredite menina, teve um filho aos 14, outro aos 15 e outro aos 16… E, digo-lhe, andava com tantas que até já havia pais de raparigas em Odivelas que as proibiam de falar com ele…
Olhe, às vezes os vizinhos vinham ter comigo ou com a minha mulher e relatavam quantas raparigas tinham estado lá em casa num só dia!
Aquele rapaz… um cabrão dum mulherengo!
Mas sabe, a culpa não é só dele… é que ele… Não é por ser meu filho, mas é mesmo bonito! Assim… alto, com o olho verde, veste-se bem, sabe falar… É que sabe mesmo falar, porque ele tem os estudos todos do 12º ano, e fala inglês… Pronto as mulheres vão todas na lábia dele…
(pronto… claro… pobres mulheres que não resistem a um olho verde bem falante… tão indefesas e fraquinhas que só podem cair nas armadilhas dos homens… Fortes caçadores que não querem mais do que espalhar a semente!)
Mas sabe menina o pior são os filhos… se ao menos ele não lhes fizesse filhos! Porque ele fá-los mas depois quem tem que os criar sou eu e a minha mulher.
Um mulherengo! É como lhe digo, ele é um cabrão de um mulherengo!
Eu - Pois… isso é que é pena…
T – Ah pois é… é a vida! Olhe menina… é aqui que quer ficar não é?
Eu – É, pode ser aqui mesmo.
T – Em que instante chegamos.
Eu – É mesmo, quanto lhe devo?”

Assim, em 10 ou 15 minutos de viagem tive o privilégio de saber tudo isto sobre o filho do taxista… que afinal podia ser tantas outras coisas e ter tantos atributos, mas o pai não tem dúvidas sobre a rotulagem a pôr à cria: ele é um cabrão dum mulherengo que não pode ver um rabo de saia… Pobre pai… pobre filho!
photos by: cdgabinete, Lx, Fevereiro e Setembro 2005

quarta-feira, janeiro 03, 2007

2007 - AnO nOvO, nEvE nOvA

No regresso a casa para dar as boas vindas ao novo ano, uma agradável surpresa... Finalmente a tão esperada neve no Jura!!!!

Há alguns anos atrás preparava-me para a passagem de ano (qual alemão a planear cuidadosamente as férias!!) e escrevia 12 desejos num papel e pensava em cada um deles às zero horas do novo ano...

Agora não faço isso... "Be carefull with what you wish, cause you might just get it!"

De à meia dúzia de anos para cá tenho acima de tudo uma visão optimista em relação ao ano que começa... por isso acredito que 2007 vai ser um ano de uma grande colheita :o)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Saudosismo - parte II

O meu primeiro contacto com Teixeira de Pascoaes (TP) foi na escola... Já não me lembro em que ano, nem pela mão de qual professora, sei que o que me foi ensinado foi que TP tinha sido o poeta do saudosismo por excelência e que o conceito de saudade escrito por ele tinha um largo espectro... tão largo que abrangia mesmo ter saudades do que nunca se viveu... a saudade era na sua obra algo complexo, holistico e espiritual...
O que invariavelmente eu registei, após uma análise objectiva, como "Mais um poeta completamente fora de órbita... mais um monte de intérpretes de poesia completamente exagerados a ler o que não existe - mas se é o que sai no teste vamos lá elaborar no assunto e escrever 3 ou 4 folhas dignas de boa nota sobre este novo conceito de saudosismo".

Na altura em que estudei TP - para além de não ter qualquer capacidade de sintese e por isso 3 ou 4 folhas de escrita não requeriam esforço absolutamente nenhum - era bastante mais incrédula na subjectividade e todo o sentimento que "resvalasse para a lamechice" para mim era um exagero que deveria ser visto e analisado como tal: "Que estupidez... ter saudade do que nunca se viveu, não faz sentido absolutamente nenhum... que coisa mais disparatada!"

Anos volvidos, as coisas mudaram... e num destes dias, durante um monólogo de corrida, dei comigo a catalogar-me como saudosista no sentido mais lato da palavra...
Para ser mais precisa, dei comigo a ter saudades de algo que se calhar... nunca existiu...
E quanto mais anos passam, mais saudades eu tenho... porque nada vai voltar a ser o que foi... porque se calhar nunca foi o que eu achei que era... por isso, por tudo o que se calhar não aconteceu, por tudo o que eu não consigo interpretar nem catalogar como real ou perfeita ilusão/ desilusão... cresce a minha faceta saudosista...



photo by: cdgabinete; Alentejo; Setembro 2006

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Whatever happened to Xmas...


photo by: cdgabinete; Dec 2006

"Whatever happened to christmas? its gone and left no traces,
Whatever happened to the faces or the glow,
Whatever happened to christmas, to christmas way of living?
Whatever happened to the giving, the magic in the snow?
Remember the sight and the smell and the sound,
And remember hearing the call,
Remember how love was all around, whatever happened to it all?
Whatever happened to christmas, bells in the streets were ringing,
Whatever happened to the singing, the songs we used to know.
Whatever happened to this christmas, and when did it disappeared from view,
Where was i, and whatever happened to you?
Whatever happened to christmas and you?"

Song from the album "One more drifter in the snow" by Aimee Mann (a cover from the original one by Frank Sinatra)

terça-feira, dezembro 12, 2006

Saudosismo - parte I

" (...)
Sou fraga da montanha, névoa astral,
Quimérica figura matinal,
Imagem de alma em terra modelada.
Sou o homem de si mesmo fugitivo;
Fantasma a delirar, mistério vivo,
A loucura de Deus, o sonho e o nada."

Teixeira de Pascoaes
Sempre (1898)

In: Poesia de Teixeira de PascoaesOrg.
de Silvina Rodrigues LopesLisboa, Editorial Comunicação, 1987
imagem: Degas "Baigneuse"

sexta-feira, dezembro 08, 2006

A idade certa....

Este meu frequente convívio com os engenheiros cá do sitio permite-me aprender as teorias mais elaboradas que se possam imaginar... A última é de partilhar com a web...

Então reza a mais recente teoria que o homem deve "ter" a mulher da idade "certa". E qual é essa idade???? É fácil, até tem uma fórmula matemática explicativa e tudo:

Mulher com idade certa = (Idade do homem/2)+ 7

(claro... é a mulher que tem que ser mais nova, que deus nos livre de inverter a fórmula... Ninguém iria achar plausível uma mulher de 60 com um homem de 37... Portanto, esta fórmula - ao contrário das operações de adição - não possui qualquer propriedade comutativa!!!!)

Assim exemplifiquemos com números (é de notar que à medida que o homem da equação envelhece 10 anos a mulher certa só vai envelhecer 5):

Homem de 10 anos = mulher de 5 anos +7; i.e. = mulher de 12 anos

Homem de 20 anos = mulher de 10 anos +7; i.e. = mulher de 17 anos

Homem de 30 anos = mulher de 15 anos +7; i.e. = mulher de 22 anos

Homem de 40 anos = mulher de 20 anos +7; i.e. = mulher de 27 anos

Homem de 50 anos = mulher de 25 anos +7; i.e. = mulher de 32 anos

Homem de 60 anos = mulher de 30 anos +7; i.e. = mulher de 37 anos

Homem de 70 anos = mulher de 35 anos +7; i.e. = mulher de 42 anos

E por aí fora...

Como seria de imaginar, não me vou pôr a dissertar sobre a tolice pegada que me parece esta teoria... mas achei que merecia um post só pela originalidade :o)

terça-feira, dezembro 05, 2006

O grande erro da Europa...

Aprendi no sábado à noite que o grande erro da Europa foi... (e passo a citar):
"O grande erro da Europa foi preocupar-se com tudo menos com fazer filhos!!!!"

E pronto... ali entre uma almondega e uma garfada de esparguete estava feita a análise económica, social e cultural de toda a situação actual da Europa ocidental...

Não argumentei... não vale a pena...
Não quis correr o risco de acabar a discutir a importância do uso do preservativo e/ou do vasto papel que a sexualidade tem para a tão apregoada complexidade humana - que vai, claro, muito além da necessidade básica de procriação!!!!

Mas que teve a sua piada... teve! Como de costume... :o)